Como fotografar um céu estrelado como um profissional

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Hoje explicaremos um pouco sobre a fotografia noturna de céus e estrelas. Preparámos um tutorial completo através do qual poderá saber como conseguir grandes fotografias de céus estrelados, aquelas fotografias que vê nas revistas e sempre desejou tirar e que jamais pensou que uma pessoa não profissional o pudesse fazer. Conheça então as dicas para fotografar um céu estrelado e de que forma conseguirá um trabalho profissional e de qualidade.

Material necessário

Para uma sessão fotográfica de um belo céu estrelado necessitará de ter o seguinte material:

11 passos para fotografar um céu estrelado

1 – Desative a focagem automática da sua objetiva e utilize o foco manual, geralmente focado ao infinito.

2 – Escolha uma sensibilidade de ISO adequada. Isso dependerá da câmera que tenha pois algumas a partir de um certo nível de ISO começam a conter algum ruído. É importante que consiga um nível de ISO que não comprometa a sua fotografia criando grande quantidade de ruído.

3 – Em termos de abertura, aberturas maiores fazem com que se necessite de menos tempo de exposição, ou se possa baixar o ISO.

4 – Ajuste a o tempo que o obturador se mantém aberto a um valor entre os 10 e os 30 segundos. Terá que experimentar um pouco até encontrar a velocidade que ofereça o melhor resultado.

5 – Se a sua câmera ou objetiva contem estabilizador de imagem desative-o.

6 – Selecione o modo de disparador remoto, se tiver. Se não dispõe de disparador remoto poderá usar o modo de disparo atrasado (2 segundo). Desta forma evitará a possível vibração ao fotografar.

7 – Selecione o formato RAW ou pelo menos RAW + JPG. O formato RAW oferece uma infinidade de possibilidades na hora de processar a imagem.

8 – Coloque a sua câmera em cima de um bom e robusto tripé.

9 – Cuide da composição, aplique a regra dos terços e logo após o enquadramento estude a paisagem que quererá que apareça, caso não queira fotografar apenas o céu. Não tem necessariamente de usar esta regra para a sua foto ficar de qualidade, sendo apenas uma sugestão.

10 – Tenha cuidado com as nuvens. Se vê que estão a estragar a fotografia tente procurar outra parte do céu. Tenha também atenção a luzes provenientes das cidades e lâmpadas de rua.

11 – E por fim, o primeiro disparo. Este disparo deve servir como uma prova assim como o segundo e terceiro disparos.

Estes são os 11 passos essenciais para quem deseja fotografar o céu de forma profissional. Experimente por em pratica estes conhecimentos de forma a conseguir bons registos do céu estrelado.

Gostou do nosso artigo? Tem alguma sugestão?
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24 COMENTÁRIOS

  1. Também pensei o mesmo…pensava que chegava bem se fosse entre f/8 e f/11 para ter melhor profundidade de campo…mas gostaria que me tirassem as dúvidas para perceber o motivo de ser as aberturas maiores. =)

    • pá… eu não li o artigo, mas profundidade de campo ao fotografares o céu não se aplica… a focagem é sempre no infinito… apesar de as estrelas estarem todas a anos luz umas das outras, estão no mesmo plano focal. daí quereres um f/8 ou um f/2.8…. vai dar ao mesmo. contudo as objectivas são melhores a menores aberturas… podes ir por aí 😉

    • Sim: "3 – Escolha uma sensibilidade de ISO elevada. Isso dependerá da câmera que tenha pois algumas a partir de um certo nível de ISO começam a conter algum ruído. O ideal seria manter o nível de ISO o mais alto possível. Recomendamos que experimente ISOs entre 2000 e 4000."

    • Já estou entender o raciocínio, visto que se trata focagem infinita…e outra coisa que pensei do porque não entre aquelas aberturas que mencionei era por causa dos brancos e isso para não se estoirar se deixasse a maior abertura e entra mais luz…obrigado Rodrigo De Matos =D

    • Rodrigo de Matos, a questão não é só a profundidade de campo mas o fato de que as lentes, normalmente, não tem a melhor performance nos extremos dos fstops. A isso chama-se "Ponto Ótimo" e faz uma diferença enorme no resultado final em termos de qualidade da imagem. Sendo que as estrelas são pontos de luz e a situação não é muito confortável do ponto de vista do ISO, acredito que a informação não está, exatamente, correta.

    • pelo que percebo faz sentido iso alto, pk vais captar mais os brilhos das estrelas e da via láctea num céu sem lua, nem poluição luminosa da cidade, e a abertura maior é para entrar mais a luz do céu nocturno, faz todo o sentido. e claro que recomenda se uma boa maquina, actualmente já tem até 12800 iso, 2000 a 4000 nao efecta mt o ruído.

    • foi o que eu disse no meu primeiro comentário… a aberturas menores como f/8 as objectivas são melhores do que a grandes aberturas, isto deve-se a haver melhor qualidade no centro geométrico das lentes do que na sua periferia. questões de fabrico… a ideia dos isos altos é a de manter um tempo de exposição mais curto para que as estrelas se mantenham pontuais ou práticamente pontuais, pois baixando o iso e fazendo exposições de 3 ou 4 minutos as estrelas transformam-se em traços… culpa do gajo que inventou a rotação do nosso planeta… 😀

    • Pergunto-me várias coisas:
      A – Porque raio tem que ser uma câmara reflex?
      B – Como é que, com o foco em manual, se faz uma focagem de paisagem?
      C – O que é velocidade de obturação?
      D – Só a regra dos terços é válida?
      E – As fotografias que não sigam a regra dos terços não prestam?
      F – Se se dão dicas de como fazer e se se mostram imagens exemplificativas, não seria bom explicar como a exibida foi feita? No caso, com uma extremo grande-angular.
      G – Faltou acrescentar que um bom e robusto tripé nem sempre tem uma cabeça que permita ângulos para cima tão acentuados como os que aqui se propõem.
      H – Não gostaria de aqui discutir o que refere o movimento das estrelas, mas o certo é que é a Terra que se movimenta. E, em querendo garantir que o arrasto que um muito longo tempo de exposição provoca é minorado, o ideal será centrar a imagem na Estrela Polar, estando nós no Hemisfério Norte.

    • A- não tem de ser reflex mas é mais simples de controlar as coisas manualmente
      B- não faço ideia do que é uma focagem de paisagem, mas focar estrelas é simples e nem é preciso olhar pelo visor é rodar o anel de focagem até ao infinito (geralmente indicado na objectiva)
      C- velocidade de obturação é um termo errado, o obturador fecha e abre sempre à mesma velocidade o que podemos fazer é controlar o tempo que ele permanece aberto.
      D- qualquer regra é válida desde que a foto fique bem… pode ficar mais giro aplicar a regra dos terços se aparecerem árvores e tal.
      E- prestam se ficarem bem 🙂
      F- yap, podiam ter dito como foi feita…
      G- Acho que a maior parte dos tripés permite este tipo de ângulos bem para cima, pelo menos todos os que eu tive permitiam e eram bem baratinhos.
      H- centrando na estrela polar, só essa se mantém (apróximadamente) todas as outras terão arrasto em torno da estrela polar 😉

    • Jc Duarte A discutir é que as coisas se aprendem. O artigo irá sofrer umas alterações, de acordo com as boas informações que aqui foram dadas! Obrigado a todos pelas contribuições.

  2. Sim aqui:

    3 – Escolha uma sensibilidade de ISO elevada. Isso dependerá da câmera que tenha pois algumas a partir de um certo nível de ISO começam a conter algum ruído. O ideal seria manter o nível de ISO o mais alto possível. Recomendamos que experimente ISOs entre 2000 e 4000

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